Visão Geral do Investimento
O fundo imobiliário BTG Pactual Logística, conhecido como BTLG11, acaba de finalizar a aquisição do galpão logístico denominado BTLG Guarulhos I, situado em Guarulhos, uma das cidades que compõem a Grande São Paulo. Este galpão se localiza a uma distância de 30 quilômetros do coração de São Paulo e apresenta uma área bruta locável (ABL) de 95.348 m², com a vantagem de estar totalmente locado. O valor total do negócio alcançou a cifra de R$ 375 milhões, o que equivale a aproximadamente R$ 3.924 por metro quadrado.
Características do Galpão Logístico
O BTLG Guarulhos I destaca-se por diversas características que o tornam um ativo de alta qualidade no mercado logístico. As informações principais incluem:
- Área Bruta Locável: 95.348 m².
- Taxa de Ocupação: 100% dos espaços estão atualmente alugados.
- Localização: Avenida Paschoal Thomeu, Guarulhos (SP), dentro do raio de 30 km de São Paulo.
- Pé-Direito: 12 metros, ideal para operações logísticas de grande porte.
- Capacidade do Piso: Suporta até 6 toneladas por m².
- Sistema de Combate a Incêndio: Equipado com sprinklers do tipo J4.
- Docas: 64% das docas possuindo formato cross-docking, facilitando a movimentação eficiente de mercadorias.
- Inquilinos: Abriga grandes redes do varejo, como Lopes Supermercados e M. Dias Branco.
Cap Rate e Rentabilidade do BTLG11
Na avaliação da compra, a gestão do BTLG11 indicou dois importantes indicadores para justificar o investimento:

- Cap Rate de Entrada: O cap rate foi estabelecido em 9,1%, refletindo a relação entre a renda anual gerada e o valor de aquisição do imóvel.
- Yield Médio Estimado: A projeção para os próximos 18 meses aponta um rendimento médio de 15,2%.
Esses números são essenciais pois um cap rate elevado sugere uma aquisição favorável em relação à receita gerada. Portanto, quanto maior o cap rate, mais atrativo é o investimento, indicando que o ativo foi adquirido a um preço competitivo.
Estratégia de Pagamento da Aquisição
O pagamento pela aquisição do galpão não foi realizado em uma única transação. Foi estruturado em duas parcelas, proporcionando uma maior flexibilidade ao fundo:
- 1ª Parcela: 60% do valor total, equivalente a R$ 225 milhões, foi paga na data de fechamento do negócio.
- 2ª Parcela: Os 40% restantes, representando R$ 150 milhões, terão seu pagamento efetuado em um prazo de até 18 meses, com correção baseada no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
Este modelo permitiu que o fundo começasse a gerar receita de locação imediatamente após o pagamento da primeira parcela, apesar de ainda haver saldo a ser quitado.
Expansão da Exposição Geográfica
A compra do BTLG Guarulhos I resulta em uma significativa alteração na distribuição geográfica dos ativos do BTLG11. Com essa nova adição, a proporção de imóveis situados a até 30 km de São Paulo passa a ser de 42%, um aumento de aproximadamente 4 pontos percentuais em comparação ao período anterior, que era de 38%.
A distribuição da receita do fundo após essa aquisição é a seguinte:
- Raio de 30 km de São Paulo: 42% da receita.
- Raio de 60 km de São Paulo: 35% da receita.
- Mais de 100 km de São Paulo: 14% da receita.
- Outras Regiões do País: 9% da receita.
Essas mudanças posicionam o BTLG11 como um fundo com maior concentração de imóveis na região metropolitana de São Paulo, onde a demanda por espaços logísticos é significativa.
Comparação com Outros Ativos Logísticos
Para entender melhor a movimentação do BTLG11 no mercado, é interessante compará-lo com outros ativos logísticos em sua carteira. A gestão observa que a renda média de aluguel na região do BTLG Guarulhos I gira em torno de R$ 29,80/m². Contudo, novos contratos firmados na área indicam valores mais altos, entre R$ 33,00/m² e R$ 40,00/m². Este cenário sugere uma propensão a revisões contratuais que podem beneficiar o fundo no futuro.
Se a projeção de aumento se concretizar nas renegociações de locação, é possível que o retorno do BTLG11 se eleve consideravelmente, refletindo não apenas no cap rate, mas também no rendimento geral do fundo.
Perspectivas Futuras para o BTLG11
A perspectiva de valorização do BTLG Guarulhos I se baseia na expectativa de uma evolução dos aluguéis na região. A gestão do fundo tem monitorado ativamente a situação do mercado imobiliário, prevendo que ajustes contratuais poderão elevar a rentabilidade do investimento. Cada aumento de R$ 1,00/m² no aluguel resulta em uma melhoria de aproximadamente 0,31 ponto percentual no cap rate, o que significa que, se os valores de mercado se estabilizarem na faixa de R$ 40,00/m², o cap rate do fundo poderá aumentar para cerca de 12,2%, melhorando substancialmente a rentabilidade.
Impacto sobre a Renda do Fundo
A aquisição do galpão logístico Guarulhos I está alinhada com a estratégia do BTLG11 de diversificação e aumento de receita. Desde o primeiro pagamento realizado, o galpão já contribui integralmente para a renda do fundo, mesmo com parte do valor ainda não liquidada. Isso permite uma geração imediata de receitas, que são essenciais para o pagamento de dividendos e manutenção da atratividade do fundo para os investidores.
Revisão dos Contratos de Locação
Outro ponto relevante é a oportunidade que se abre para a revisão dos contratos de locação. Atualmente, os contratos vigentes apresentam aluguéis que estão abaixo do potencial de mercado. Ao longo do tempo, à medida que novos contratos forem firmados ou os existentes renegociados, espera-se que a renda gerada pelo galpão aumente, trazendo mais retorno ao fundo.
Análise do Mercado Imobiliário em São Paulo
O mercado imobiliário de São Paulo, especialmente na vertente logística, continua sendo promissor. A crescente demanda por espaços de armazenamento e distribuição, impulsionada pelo crescimento do e-commerce e a necessidade de uma logística eficiente para o varejo, fortalece o valor dos imóveis na região. Isso torna a aquisição do BTLG Guarulhos I uma estratégia assertiva em um mercado aquecido, onde novas oportunidades de crescimento estão sempre surgindo.
